Olhou-me sem medo, enfrentando os meus olhos cor de céu,
Como uma águia-real que livremente por lá voa!
As minhas faces pálidas logo se encheram do sangue meu
E enrubesci, tanto quanto a intensidade do momento magoa!
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E a minha voz desconjuntou-se num tremor que doía
Como se por mim passa-se um rio frio cheio de nada.
O ar estancou na garganta e nem gemer eu podia:
Aqueles olhos largaram sobre mim uma fortuna tão pesada.
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Mas não há histórias de amor encantadas, ou não as quero…
Porque não as tenho nem as consigo criar,
Nas minhas palavras fica a dor de um qualquer desespero,
Mas é na falta dos seus actos que fica um passo por dar.
