Não queres vir?
Não queres vir comigo para o barco
De madeira que eu construi,
Para me levar a lado algum?
E por onde eu outrora corri,
Campos de flores, estradas alagadas de ferro,
Tudo vai ser deixado…
Não há nada a que me possa prender.
Minha mãe chorará,
Mas um dia as ondas vão-ma trazer…
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Não queres vir?
Para sitio nenhum?
Ficar boiando no mar alvo
Lembrando que não há chão?
Só eu e tu, sendo um,
Nus debaixo do sol,
Ate que a madeira ceda
E a vida abdique de nós,
E lentamente o mar nos beba,
E ali fiquemos para sempre,
Na garganta das ondas…
