E se… e se eu amanhã morresse?
E o meu corpo, cadáver, ficasse caído sobre as flores
Que brotam na montanha onde nasci e, cheias de cores,
Me envolvessem? E se eu dentro delas me perdesse?
.
E se eu fosse, numa pós-morte qualquer,
Acariciar as faces húmidas da minha mãe que berra?
Abraçasse com a maior afeição os irmãos que, em guerra,
Tentam enxergar como já nem a vida me quer?
.
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E se eu fosse, numa pós-morte qualquer,
Acariciar as faces húmidas da minha mãe que berra?
Abraçasse com a maior afeição os irmãos que, em guerra,
Tentam enxergar como já nem a vida me quer?
.
E… e se eu fosse beijar a boca do meu amor?
Que chora pela sua perda, pela dor que agora carrega
E que eu lhe botei nos braços… esse amor que me nega
Qualquer afecto, qualquer deslumbre de vida ou cor…
.
E se… e se eu apenas e tão só morresse,
E nunca mais voltasse, sumido num escuro qualquer
Que asfixia eternamente, numa agonia que fere.
E se eu morresse vez atrás de vez por cada ser que
nascesse?
nascesse?
