Esta noite esta despida de amores e dores,
Talvez não seja eterna mas por enquanto não lhe vejo fim.
Deitado sobre terra, meu colo cheio de flores
Que não quero dar a ninguém, são todas para mim.
Meus pés pesam, arrastam-se no chão duro
Como se não quisessem transportar o meu corpo.
Lembro que há algo para esquecer, algo escuro
Que me trás noite a mente, ao coração, que me faz noutro!
Eu mexo as costas num único e singular movimento,
Os braços soltam-se de mim, as pernas caiem,
O tronco pega fogo e arde em sexo lento!
A pele estala, abre, dá espaço as asas que de mim saem!
Voou então noite fora sem ninguém a me pesar…
Livre voou como se fosse vento e pó…
Livre vou para onde não estou, sem amar,
Sem odiar, sem sentir, comigo mesmo, só!
Talvez não seja eterna mas por enquanto não lhe vejo fim.
Deitado sobre terra, meu colo cheio de flores
Que não quero dar a ninguém, são todas para mim.
Meus pés pesam, arrastam-se no chão duro
Como se não quisessem transportar o meu corpo.
Lembro que há algo para esquecer, algo escuro
Que me trás noite a mente, ao coração, que me faz noutro!
Eu mexo as costas num único e singular movimento,
Os braços soltam-se de mim, as pernas caiem,
O tronco pega fogo e arde em sexo lento!
A pele estala, abre, dá espaço as asas que de mim saem!
Voou então noite fora sem ninguém a me pesar…
Livre voou como se fosse vento e pó…
Livre vou para onde não estou, sem amar,
Sem odiar, sem sentir, comigo mesmo, só!
