terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Maria Eduarda

A dança lacrimosa de um só homem na rua

Que se julga tanto e sempre tão menos que eu,

Que passa as noites de inverno imaginando nua

A mulher que lhe faz fazer o caminho inverso ao do céu!

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Maria Eduarda, de nome elitista, nunca irá viver.

Está finda, em branco, dentro da minha carne

Como um lume que se apaga sob uma nuvem a chover.

Ela ficará por detrás de mim, esperando quem a chame.

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Ela nunca será filha, ela nunca será irmã,

Nem mesmo mãe ou virgem. E até puta!

Ela não será Ela… Não o pode ontem, nem hoje, nem amanhã!

Ela será uma derrota, nesta minha imutável luta...