A dança lacrimosa de um só homem na rua
Que se julga tanto e sempre tão menos que eu,
Que passa as noites de inverno imaginando nua
A mulher que lhe faz fazer o caminho inverso ao do céu!
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Maria Eduarda, de nome elitista, nunca irá viver.
Está finda, em branco, dentro da minha carne
Como um lume que se apaga sob uma nuvem a chover.
Ela ficará por detrás de mim, esperando quem a chame.
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Ela nunca será filha, ela nunca será irmã,
Nem mesmo mãe ou virgem. E até puta!
Ela não será Ela… Não o pode ontem, nem hoje, nem amanhã!
Ela será uma derrota, nesta minha imutável luta...
