sábado, 7 de junho de 2008

não sei quem és e dóis-me


Nesta cama me empresto…como se da terra se tratasse!
Sinto que sempre lhe pertenci…
Magoo-me demasiadas vezes como se me curasse
Por cada lágrima que de mim para ti verti.

Sinto-me só, comigo mesmo… escondido dentro de mim
Protegido por tão vastos e altos muros
Construídos para que a vista não lhe alcança-se o fim
E onde todos os corpos são de pedra, duros…

Lá dentro me encontro... esperando nem sei bem o quê.
Parado, absorvido pelo olhar, a o olhar…
Talvez olhe, esperando que um alguém entre e me dê
Aquilo que eu nunca consegui tocar!

Entra por mim a dentro, destrói tudo! Leva tudo! Agarra-me!
Toca-me, beija-me o corpo e deixa-me… para depois
Saíres de mim… abandonar minha carcaça!... Abraça-me!
Não me deixes aqui emprestado, só tu me dóis…

Ajuda-me… sinto-me perdido de mim… não me encontro,
Não sei se me pertenço… tudo confuso e dói.
Não lembro quem fui, mas sinto-me tão frágil ao ponto
De quebrar se não me tocares. E não sei quem és e quem foi…