Quero dormir sem o abraço apertado da tua indiferença
Talvez acorde com um outro peito, sem o lado esquerdo
Numa insónia duma noite lenta que aquele dia tem e a mim interessa
O que já não pertence ao sono do meu tenro medo.
Não irei sonhar uma outra e diferente imagem, eu sei.
Tenho-te, como uma noite escura diante dos meus olhos, fechados.
Abro a mão daquilo que nunca dei, nem mesmo usei!
Tranco-me por dentro, mas até meus ossos por ti estão marcados.
Eu quero esse amor que vem em segunda mão,
Gasto e estragado, até um pouco despedaçado!
Estou abraçado pela tua indiferença, duro como um chão
Que já ninguém pisa. Amor em segunda mão, usado.
Talvez acorde com um outro peito, sem o lado esquerdo
Numa insónia duma noite lenta que aquele dia tem e a mim interessa
O que já não pertence ao sono do meu tenro medo.
Não irei sonhar uma outra e diferente imagem, eu sei.
Tenho-te, como uma noite escura diante dos meus olhos, fechados.
Abro a mão daquilo que nunca dei, nem mesmo usei!
Tranco-me por dentro, mas até meus ossos por ti estão marcados.
Eu quero esse amor que vem em segunda mão,
Gasto e estragado, até um pouco despedaçado!
Estou abraçado pela tua indiferença, duro como um chão
Que já ninguém pisa. Amor em segunda mão, usado.
