Pedaços… Pedaços voam de mim
Numa leve brisa de Primavera…
Adejam sem destino, sem fim,
Sem encontrar o chão da razão ou a quimera…
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E num balouçar de loucos, o meu corpo cede
A uma qualquer agitação que passe…
E o que a mim antecede
É um corpo sem cor, sem flor, sem quem o abrace…
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Tudo o que vem depois de mim é vida
Os meus pedaços levam-me, espalhado.
Quer ir, ir sem qualquer fim ou despedida!
Que o vento me agarre e leve abraçado!
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Ai pudesse eu falar… sem que ninguém ouvisse
Tudo diria, por entre o vento
Enquanto nele cavalgaria pela planície
Dum qualquer meu e teu momento…
