quarta-feira, 22 de outubro de 2008

talvez um dia o vento seja eu

Talvez um dia o vento pare de me trazer o frio…
Ou uma ou outra vez me traga aquela vertigem, aquele calafrio
Que vai trepando pela espinha, estremecendo o corpo.
Talvez um dia o vento traga alguém que não chegue morto.

E tu, que te vi morrer dentro de mim, comigo,
Voltes a nascer e, por pena, me leves contigo…
Talvez vivas naquelas brisas mais leves e quentes, que não vês,
Ou apenas, se houver apenas, te fiques por as quereres…

Talvez um dia o vento seja feito apenas de ti e de mim,
Sem vontade de ter inicio… ou pressa de chegar ao fim.
Levaremos tudo a nossa frente, deixando outro tudo para trás,
Sendo um só! E eu, sendo tu, de tudo serei capaz
.